Quando alguém envia uma mensagem pelo celular, faz uma transferência bancária ou assiste a um vídeo online, dificilmente imagina o caminho percorrido por esses dados. Apesar da crença popular de que a internet depende principalmente de satélites, a realidade é bem diferente: quase todo o tráfego global passa por cabos submarinos instalados no fundo dos oceanos.
Atualmente, mais de 1,4 milhão de quilômetros de cabos de fibra óptica cruzam os mares e conectam continentes, permitindo que bilhões de informações circulem em alta velocidade entre países e regiões do planeta.
A instalação dessa estrutura é realizada por embarcações especializadas, que lançam os cabos no leito oceânico e, em determinadas áreas, os enterram para aumentar a proteção. Mesmo com espessura relativamente pequena, esses cabos conseguem transmitir volumes gigantescos de dados de forma mais rápida, estável e econômica do que os sistemas via satélite.
Graças a essa tecnologia, uma comunicação entre o Brasil e os Estados Unidos, por exemplo, ocorre em questão de milissegundos.
No entanto, a infraestrutura não está livre de riscos. Terremotos submarinos, erupções vulcânicas, âncoras de navios e até a ação de animais marinhos podem provocar rompimentos nos cabos. Quando isso acontece, os impactos podem ser significativos.
Um dos casos mais conhecidos ocorreu em Tonga, país insular do Pacífico, que ficou praticamente isolado do mundo por semanas após uma erupção vulcânica danificar seu principal cabo submarino.
A situação mostra que a chamada “nuvem”, frequentemente associada a algo virtual e invisível, é muito mais física do que parece. Grande parte da internet que conecta o mundo está escondida sob os oceanos.
Comente esta matéria
Participe da conversa. Seu comentário passará por aprovação.